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TERMINEI DE ESCREVER O MEU QUINTO LIVRO!

Por Bárbara Herdy •
quinta-feira, 4 de abril de 2019

Nesse último dia 02 eu terminei de escrever o meu novo projeto!


Uma fantasia investigativa que se passa no Brasil e tem uma protagonista com super poderes. Ao longo de sua jornada ela descobre-se uma justiceira ao buscar solucionar o caso de uma jovem desaparecida. A trama preconceito, sexualidade, liberdade de expressão, relacionamentos em todas as vertentes, machismo e doenças mentais.

Ao longo da sua escrita contei um pouco sobre o processo de escrita, a dificuldade de conseguir escrever alguns capítulos, a alegria de dar vida a esses personagens e a ansiedade para chegar ao fim. 

Eu não me cobrei nem me coloquei uma meta. Eu queria escrever essa história no seu tempo dentro da minha disponibilidade física e emocional. Nos dias que eu não estava com o Tico e Teco funcionando eu me dava ao luxo de não escrever e me dedicar a outra coisa, como ler. Agora, nos dias que eu estava com fogo nas pontas dos dedos eu encontrava tempo vago até entre as aulas que eu assistia. 

O final chegou nessa última semana e eu fiquei me arrastando por dias. Lia e relia as páginas escritas até ali e não conseguia me encaixar naquele feeling para prosseguir a narrativa. Falta algo, eu dizia para mim enquanto encarava o arquivo com um nó no estômago. Eu quero terminar essa história, mas não podia ser de qualquer jeito. Eu precisava sentir que era o final quando escrevesse a última frase. Eu posso no futuro modificar toda a cena na edição? SIM, mas no momento de conclusão eu precisava sentir que era aquilo, sabe? Era o fim daquela jornada e ela abriria a porta para uma nova história em minha vida.

O fim da história chegou no dia 02. Eu resolvi dar continuidade na cena escrita e relendo percebi que o que eu estava desenvolvendo ali era descartável. Não mudaria nada para o fim da trama, nem como informação para os leitores e muito menos como um detalhe essencial para o futuro dessa história. Eu poderia facilmente encaixá-la em uma história futura. Com isso, eu deletei as três páginas (SEM DÓ ALGUMA) e prossegui para a cena seguinte que era ágil, direta e bem TCHAM.
Conclusão: terminei de escrevê-la em minutos. Com o último ponto final, eu me emocionei.

Eu não acreditava que eu tinha concluído aquela história. Comecei a escrevê-la em 2016, um ano cheio de complicações e dificuldades. Eu construí essa protagonista para uma fanfiction e idealizava uma série de livros. Era ela uma personagem complexa, cativante e interessante. Eu deveria investir e eu fiz, só que entre os problemas do cotidiano e as minhas inseguranças como autora, acabei engavetando o livro um pouquinho além da metade, insatisfeita com a escrita, o desenvolvimento e acima de tudo, com o meu trabalho. Retornei a escrever em algum momento de 2017 e também engavetei descontente. Foi quando eu entendi o que estava me brecando para prosseguir essa história. A falta de uma voz. Assistindo Mulher Maravilha no cinema eu tive esse estalo e gravei no fundo da memória: eu vou mexer no livro e colocá-lo em primeira pessoa. Eu quero me conectar com a voz da protagonista e não com alguém que a acompanha. E FOI BATATA. Deu muito certo. Encaixou perfeitamente. Eu só precisava editar umas 300 páginas, mas tudo bem... para quem não tinha nada, metade era o dobro. Trabalhei um pouco na história nas férias e engavetei pelo resto do ano. Eu estava terminando a minha faculdade e trabalhando na revisão de Apenas Respire. Não era o ano para essa nova história. Então, chegou 2018 e com ele novas provações, perdas, vitórias e conquistas. Comecei a escrever um romance de terror que estava me deixando completamente obcecada pelos personagens, até que senti aquele comichão no estômago. Os autores tem muito isso. Eu não conseguia deixar de pensar nessa história. Só sossegaria quando eu retornasse para aquele universo e respondi ao chamado. Minha meta era terminar a revisão. Quando conclui, o meu foco era escrever um capítulo por mês e aos poucos quando me dei conta eu estava escrevendo todos os dias e chegamos aqui, ao seu final.

Foi uma viagem complexa, tortuosa e cheia de conquistas. Me emocionei com o término dessa aventura como aconteceu com Apenas Respire, O Colar de Amaia e os meus outros dois romances inéditos, mas cada um deles tem uma marca distinta em mim. Apenas Respire foi o meu primeiro livro, minha primeira conquista, a primeira coisa que eu fiz por mim mesma. O Colar de Amaia é o sucessor desse primeiro trabalho, um romance completamente distinto em terceira pessoa com fantasia onde capenguei com a insegurança do meu segundo trabalho e a empolgação de me aventurar em outras jornadas. Eu senti finitude com o terceiro romance sobre um relacionamento contemporâneo entre um homem mais velho e uma mulher na casa dos 30 e os preconceitos da sociedade e deles mesmos. O quarto romance nasceu de um sonho e terminou tornando-se real. Nós podemos ser a vida de alguém, mas antes precisamos ser o centro de nossas vidas. Por fim, nós temos o novo integrante dessa família que eu apelidei de Garota Maravilha. Minha heroína, literalmente. Que a sua coragem, sensibilidade e bravura sirva de exemplo para tantas meninas, garotas e mulheres, nas antigas, nessa e nas outras gerações. Eu tive poucas heroínas na minha infância e adolescência, torço para que você seja uma das primeiras de uma legião.

E que sejamos aterrados por novas histórias.
Um grande beijo da Bárbara Herdy.



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