Ms Series Killer #27 |1x03 - AKA It's Called Whiskey - Marvel's Jessica Jones


Ding dong, quem está aí? Sou eu. Seu pior pesadelo. 
Jessica acredita que encontrou uma arma para usar contra o Homem-Púrpura. A ligação de Luke e Jessica se estreita conforme eles descobrem terem semelhanças.
Se você, como eu espera por um episódio onde Jess abra o seu coração, um pouquinho mais sobre Trish e tenhamos mais do nosso Luke Cage, It's Called Wiskey foi moldado para nós. Jessica e Luke já conheciam muito bem o que eles não tinham em comum, e agora estão desfrutando do prazer de conhecer o que eles tem em comum. Para eles isso é novo, é especial e eles aproveitam da melhor forma. Como? Bom, vocês sabem? Sexo, muito sexo. Até achei sexo demais. Não me chame de puritana, mas tenho lá as minhas preocupações com a Marvel/Netflix exagerando com o conteúdo adulto. POR MAIS que as suas séries sejam adaptadas para o público adulto, Daredevil adquiriu um forte público infantil, a qual deve migrar para Jessica Jones. Ter um conteúdo maleável para todos os públicos é uma das qualidades e dádivas para criar um sucesso para todos os públicos.

                               
Nós somos tão lindos juntos. Vamos fazer a Barbara sofrer com o nosso amor impossível?
Jessica está se entregando a esse relacionamento sem futuro com Luke, como ele também está se entregando sem pudores. Não houve uma necessidade de forçar um dialogo sentimentalista para criar um vínculo e química entre o casal (Cof, cof, aprende, Karen Page). Aqui o casal patinou na cena, mostrando não ter compromisso em querer agradar um ao outro, muito menos em abrir seus sentimentos só por quê eles tiveram algumas noites juntas. A menção ao Verdão e sua equipe fez meu coração acelerar descompassadamente - e a reação de Jessica com a probabilidade de ter outros como eles é ótima também. Alias, Ritter está fantástica como Jones. Agora entendo os elogios corriqueiros dos atores e produção ao trabalho dela. A guria nasceu para ser a Jones.

Por alguns instantes nesse episódio cheguei a acreditar que Jones e Luke poderiam viver alguns momentos de felicidade em meio ao inferno da vida de Jones, talvez um relacionamento, mas eu conheço os quadrinhos e também não estou pronta para me entregar a um shipp para sofrer, apenas. Mesmo sendo um shipp tão lindo como esse ♥

E fique aí o aviso, se você espera que Jessica tenha momentos de felicidade exarcebada, pode tirar o cavalinho da chuva: essa personagem vive num eterno loop de depressão, vícios, perdas e pessimismo. Quando ela finalmente dá um UP em sua vida, é quando ela se casa e tem uma filha com Luke nos quadrinhos, mas tá bem claro nesse ponto da série que até um namoro está fora de cogitação nessa primeira temporada entre eles. Então pegue a caixinha de lenços, abra um vinho e solta Amy Winehouse. Não seja trouxa e relaxa que aqui a sofrência é livre.

Já vi que vou sofrer nessa bagaça, viu?

Mas vamos recapitular as motivações de Jessica nesse episódio. Depois que ela consegue provar a Hogarth que Kilgrave é real, e não uma loucura na mente de Hope, Jessica não se sente mais ligada a Hope, mesmo com ela sendo destroçada pela mídia, e segue em frente se dedicando inteiramente a encontrar Kilgrave, contudo após seu encontro com Luke e a lembrança de sua falecida esposa, vemos em seguida, Jessica busca Trish Walker para lhe auxiliar. Para a nossa alegria, Trish Walker ganhou espaço nesse episódio. Jessica busca a ajuda de Trish para expor a realidade Hope, já que a jovem está sendo destroçada pela mídia e Hogarth está mais querendo que o circo pegue e o palhaço (no caso, Hope) se ferre.

Sobre Trish, ela é considerada uma importante radialista de Nova York, é famosa pelo seu trabalho e aparentemente por ser uma ex atriz mirim. Sua relação com sua mãe, é no mínimo, violenta, pois após ver a amiga cheia de hematomas pelo corpo, Jones questiona se a sua mãe retornou, então ela lhe explica que aquele corpo, só toca quem ela quer e ela encontrou no Krav Magá uma forma de proteção e segurança.



Para quem não sabe, Trish Walker ou Patsy Walker é uma antiga personagem do Universo Marvel com afiliações com o grupo dos Defensores e os Vingadores. Ela é uma super heroína com domínio nas artes marciais e super força nas noites de lua cheia, por isso seu codinome Hellcat. Já foi dito que não veremos Jessica portando um traje, pelo menos não agora, então dificilmente veremos Trish seguir por esse rumo, contudo acredito que ela esteja sendo desenvolvida lentamente para se tornar a Hellcat. Motivações e meios não lhe faltam, muito menos esperteza e capacidade.  Na série foi rapidamente mostrado uma das HQs com Trish como protagonista, trabalho de sua mãe e o seu (contundido) fã menciona sentir falta dela ruiva. 

Surtações a parte, Trish mostra ser impulsiva ao denegrir a imagem de Kilgrave publicamente, para irritabilidade e preocupação de Jessica. É claro que ele toma uma atitude quanto à isso e Trish não está nem um pouco preocupada com isso, enquanto Jones simplesmente surta pela proteção de sua amiga. Walker é aconselhada a amiga para se proteção e evitar contato público nas próximas horas e ela concorda devido a intensidade da preocupação da amiga. Esse é o episódio onde temos uma apresentação clara da maldade e descontrole por trás das ações do nosso vilão, se é que isso não estava claro ainda... Utilizando dos seus poderes, Kilgrave envia um policial na casa de Trish com a alegação de que precisa lhe fazer perguntas quanto ao seu ataque ao fã na estação de rádio. Em duvida ela titubeia em deixá-lo entrar, mas o faz, quando devia ter escutado a amiga. Trish mostrar saber muito bem a arte do Krav Maga, mas ainda precisa aprender muito sobre malícia e a maldade humana. Por um triz, sua via se encontrou, mas Jessica chegou no momento exato de salvar sua amiga e conseguir o paradeiro de Kilgrave.
Should I Stay or Should I Go? 

Perseguindo o policial Simpson, ela consegue encontrar o paradeiro de Kilgrave e descobrimos como ocorreu a morte da falecida esposa de Luke e qual foi o papel de Jessica nisso. Distraída tentando salvar a vida do policial suicida (a mando de Kilgrave), ela acaba por perdê-lo, entrando novamente em outra intricada luta, tentando escapar dos 'defensores' de Kilgrave. Mas nem tudo está perdido... Jessica pode ter ficado cara a cara com Kilgrave e não ter conseguido injetar a anestesia roubada do hospital (utilizando Malcom de isca para isso) mas acabou descobrindo que Kilgrave tem acompanhado seus passos por semanas, através de fotografias. Agora cabe a Jessica descobrir quem (ou quantas pessoas) está a lhe seguir e quando ela conseguirá encontra Kilgrave para colocar seu plano em prática.
Stalkeeeeer ♪                                    
Estou gostando muito do ritmo da série. Não vou negar que Jessica saber de uma anestesia capaz de neutralizar o Kilgrave no episódio três e ter o conseguido tão rapidamente, me incomodou um pouco, mas é um incomodo por ainda termos 10 episódios pela frente. De duas ou uma: ou isso não vai funcionar ou ela vai perder isso durante a trajetória da história. Estou adorando ver vários aspectos de Alias adaptados e moldados para o que a Marvel/Netflix quer dessa série. Eles não só estão valorizando os quadrinhos, como o trabalho de Bendis e isso, mates, eu preciso aplaudir. Os atores estão ótimos em seus papeis, sem exceções, apenas preciso elogiar a telentosissima Ritter, ela está incrível no papel e me fez morder a língua por duvidar da sua capacidade. Fotografia excelente, muito similar a de Daredevil, só que com menos jogos de cores. A trilha sonora é mais presente e enriquece as cenas.

Até o momento estou curtindo muito a série e curiosa para saber o que acontecerá no próximo episódio. Vamos ver?

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