Ms Series Killer #9 | Doctor Who (Season 08) • 8x04 - Listen


Confuso, estranho, desconexo.
'Listen' divide a opinião do público sendo considerado um dos melhores episódios da Oitava Temporada de 'Doctor Who' e por outros, até então, um dos piores mais loucos do universo Whoviano.

O que eu achei?
Como o episódio, minha opinião é confusa. Eu amei a essência do episódio, mas o considerei tão confuso que, honestamente, não sei dizer se eu assisti um dos melhores episódios da série ou um dos mais desnecessários.

Comparações são inevitáveis e mais uma vez, nos vemos com um episódio em que 'Blink' é relembrado. O tema central é muito semelhante ao de 'Blink': Lutar contra uma criatura, a qual é desconhecida pela nossa heroína do episódio e a única coisa que deve saber-se é que não deve piscar.
Em 'Listen' começamos o episódio com um brilhante monologo do Doctor, para mim, o episódio poderia ter sido só essa cena. Nele, Doctor expõe os conceitos envolvendo a desconhecida criatura que vive embaixo de nossa cama, nos assombrando e que não há nada a se fazer quanto à isso, além de escutá-lo.

As comparações param por aí.
Enquanto 'Blink' foi um ótimo episódio, que nos introduziu uma nova heroína, um Doctor secundário com sua companion e uma nova e assustadora criatura, foi um episódio filler, ele não serviu como peça para completar o enredo da temporada, serviu apenas para dar continuidade a temporada e apresentar uma nova criatura. Agora 'Listen', pode vir a ser, um episódio determinante para o futuro dessa temporada e, invés de nos apresentar uma criatura, eles apresentam um conceito que é um monstro por si só - ou um herói, dependendo do ponto de vista: O medo.



O que assusta o Doctor? Que horrores espreitam debaixo de sua cama? Fantasmas do passado e do futuro inundam as vidas do Doctor e de Clara; um assustado zelador em um orfanato, o ultimo homem de pé no universo, e um garoto que não quer ir para o exército.

Com essa sinopse esperamos por um típico episódio de Doctor Who, entretanto, não foi o que recebemos. Após o maravilho monologo de Capaldão, a cena corta para o desastroso primeiro encontro entre Clara e Danny Pink. Como o primeiro momento deles, o encontro desliza entre a perfeição e a tragédia por conta dos segredos e temperamento difícil de ambos. Danny, obviamente, fica devastado por ter perdido Clara por entre os seus dedos, já Oswin entrega-se a fossa torcendo que Danny a surpreenda, mas quem acaba fazendo isso é o nosso Doctor. O encontro de Clara pode ter ido pelo buraco, contudo sempre há uma aventura no universo a ser vivida.

Aqui a confusão começa e eu preciso da ajuda dos Universitários para conseguir entender o que diabos está acontecendo. Doctor, aleatório como sempre, precisa da memória de Clara para poder desvendar quem está embaixo da cama - dele, de Clara, de todos no mundo - e a Tardis acaba por levá-los a um orfanato, ao qual Clara desconhece completamente, mas lá ela conhece Rupert Pink.

Enquanto Clara aproxima-se do jovem Rupert Pink, Doctor tem uma conversa sombria com o vigia do Orfanato. Honestamente, todas as sequencias no orfanato foram geniais, principalmente os momentos entre Rupert e Clara. O suspense e terror percorrendo o imaginário do garoto, que tem seus próprios monstros a lutar, enquanto Oswin tenta o proteger de algo invisível, sem nem ao menos saber o motivo, apenas por sentir-se capaz de protegê-lo mostra o diferencial de Clara no universo do Doctor. De todas as suas companions, é Oswin a que nasceu com o intrínseco dom de proteger e importar-se não importando quem e o motivo. Talvez, seja esse o motivo do Eleven ter pedido que ela lutasse por aquele novo Doctor, pois talvez ela seja a única capaz de salvá-lo da escuridão que tenta o tomar desde de sua nona regeneração.

O mistério e suspense durante toda essa cena é uma dos melhores momentos nessa cena. Clara e Rupert vidrados a observar a estranha figura escondida embaixo do lençol enquanto o Doctor ignora, dando a Rupert um ensinamento de vida que, honestamente, em nenhum momento foi direcionado a Ruper e mais uma vez, Capaldão recebeu o prêmio no meio da fuça de 'MELHOR DIALOGO EVER' entregando um novo poderoso monologo, que para mim, entrou no meu top 10 de melhores dialogos, tá?
O medo é um super poder.
Não poder ver o que está por trás do lençol nos coloca na posição dos personagens, que de costas ficam até a criatura desaparecer e nós também. O que era? Um fantasma? Uma criança? O maior medo da criança, como um bicho papão? Ou quem revela-se ser no final?
Não sabemos.

Se o medo é um super poder, Clara é uma heroína.
Sem temer pelas consequências, Clara precisa consertar um pequeno erro e pede auxílio do Doctor para voltar no tempo, no exato momento que tudo desandou com seu encontro com Danny Pink.

Me perguntou se Doctor ainda não sabe quem é Danny Pink. Em suas outras regenerações ele era tão abelhudo que sabia dos paranaues antes dos personagens, será que Doctor Capaldão deixou o lado fofoqueiro no passado ou está a mil passos a frente de Clara em relação a Pink? Bom, de qualquer modo, não foi nesse episódio que ela o apresentou ao amigo viajante, muito menos, mencionou que Rupert Pink e Orson Pink eram parentes de Danny, o que sim, pode vir a ser um problema na relação entre Oswin e Doctor. Voltando aos consertos temporais: Não dá nada certo. O que antes era Clara correndo atrás do seu final feliz, torna-se em uma tragédia MAIOR ainda.
Seus olhos acabam atraído por um estranho astronauta (RIVER!!!) no meio do restaurante e, aparentemente, só ela o vê. Clara o segue, acabando por voltar para dentro da Tardis, descobrindo que o astronauta é ninguém menos que Orson Pink e que, a Tardis levou Doctor direto até ele.

Num mistério maior do que o esperado, Clara e Doctor precisam entender o que era, até então, o monstro embaixo da cama realmente representa. Clara descobre que sua vida está mais conectada a de Pink do que esperava e Doctor, por sua vez, apenas ressalta o tão descrente com tudo ele encontra-se. Isso não é saudável para o homem que viveu mais do que qualquer um deveria. O tema aqui não é o medo em si, mas no que ele pode lhe transformar e sem a ajuda daquela criatura invisível embaixo da cama, como vamos lutar contra ele utilizando do nosso super poder.

E é aqui, numa sequencia que não apenas me emocionou, como me mostrou, finalmente, a importância, antes forçada da existência de Clara, tornar-se mais que necessária, mas primordial a vida do nosso Doctor - e de todos os outros. Ressalva a breve cena do nosso John Hurt como o 8,5 Doctor que MERECE muito um episódio.

'Listen' não é sobre um monstro embaixo da cama. É sobre aquela criatura invisível que nos acompanha todos os dias nos melhores e piores momentos de nossas vidas. Pode vir em diversas formas, temos apenas que identificá-los entre todos e, quando nos vermos perdidos sem eles, tentar seguir. No momento certo, a criatura invisível irá tomar presença com a palavra necessária para nos auxiliar ou aquele abraço apertado para nos dar forças para seguir ou até mesmo um simples gesto para quebrar as barreiras em nosso coração. Esse episódio pode ser claramente visto como o episódio em que uma companion descobriu que, tem o poder, para ser e trazer esperança ao seu Doctor.  

Por hoje é só, mates!
Vejo vocês na próxima resenha, até lá e bang bang!

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