Entrevista com a autora de "Cidade Fantasma",Tainá Ruiz


E agora invertemos os papeis, há algum tempinho atrás combinamos de fazer um troca-troca de entrevista, ela postou a minha em seu blog e agora estou aqui postando a entrevista encantadora de Tainá:D
Agora deixo para vocês essa entrevista fresquinha com a autora de "Cidade Fantasma", que fala sobre seu futuro como escritora, seu livro e outras coisitas sobre sua vida, espero que vocês se encantem por essa história maravilhosa, adorem a fofa da Tainá e se divirtam com a entrevista.

  



      Nome completo: Tainá Ruiz de Souza
      Data de nascimento: 7/7/1995    
      Cidade onde reside: Jaguariúna/ São Paulo.



Em qual momento percebeu que gostaria de se tornar escritora? Pretende seguir uma outra carreira? Se sim, qual?
De alguma forma, eu sempre soube. Sempre gostei muito de ler e isso despertou minha vontade de criar um mundo só meu, logo aos sete ou oito anos.  Mas como ser escritor não é uma profissão bem vista na sociedade atual, fui deixando a ideia de ser a próxima J.K Rowling guardadinha. Porém, a paixão pelos livros é maior e além do sonho de me tornar escritora conhecida mundialmente, pretendo seguir a carreira de editora, para realizar o sonho de tantos outros jovens como eu e você.
Como tudo começou? Quais foram os seus primeiros personagens e histórias? A recepção do público/amigos?
Minha imaginação é muito fértil! E para exercitá-la, costumo criar cenas antes de dormir. Geralmente, é apenas uma brincadeira. Mas um dia, minha imaginação me apresentou Ian e Elizabeth e me apaixonei perdidamente pelos dois.
A recepção do público se dividiu. Logo no começo, muitas pessoas amaram! Foi um choque para mim, que nunca imaginei que eu pudesse causar esse tipo de reação nas pessoas com a minha escrita. 
Mas como tudo na vida, também existiam os que não gostaram. Recebi várias críticas, na maioria das vezes construtivas (o que me ajudou muito), mas algumas vezes, nota-se que era apenas maldade. Fiquei muito triste por um tempo e cheguei a retirar o blog do ar, mas dois amigos me pediram para voltar! Me deram muitas palavras doces de incentivo e hoje o Cidade Fantasma cresce cada vez mais! Falando em amigos... A recepção por parte deles foi incrível! Sempre tive o apoio dos meus pais e dos amigos mais próximos, e quando contei a eles que havia criado o blog para divulgar a história e que bastante gente estava se interessando, foi um momento realmente emocionante para mim.
Como foi criado “Cidade Fantasma” e seus personagens?
Todos os personagens foram criados a partir daquele momento em que deito na cama e me permito criar histórias. Já a Cidade Fantasma, era apenas um conto: A cena do pesadelo de Ian no primeiro capítulo. Magicamente, os personagens e o cenário se entrelaçaram e nesse momento, eu soube que eles pertenciam um ao outro. E assim a Cidade Fantasma nasceu.
E a sua idéia de publicar o livro em um blog, como surgiu tal idéia e coragem? O que você tinha em mente com isso, além da propaganda?
Em um dia como qualquer outro, entrei no meu twitter e nas mentions tinha o seguinte recado: “Você também escreve, né? Tenho um projeto de livro. Quero trocar ideia contigo...” Quem escreveu isso foi Ana Macedo, autora da saga Lágrima de Fogo. Foi ela quem me incentivou a agir apesar da timidez e expor minha criação ao mundo. Foi quem me alertou sobre os perigos de publicar obras na internet, e quem mais me ajudou na divulgação. A intenção na criação do blog foi arrecadar leitores, descobrir até onde minha história poderia chegar...
Quais são suas maiores inspirações na literatura?
Emily Brontë é uma grande inspiração. Apesar do preconceito na época, de ter passado por muitas dificuldades, de ter que publicar seu livro com um pseudônimo masculino, ela criou uma obra incrível que teve o poder de alcançar várias gerações e permanecer encantada em cada página.
Com qual dos seus personagens se identifica mais? Por que?
É muito comum encontrar autores que se identificam com seus personagens principais. Esse não é o meu caso. Ian e eu somos pessoas completamente distintas, o que torna a narrativa em seu ponto de vista sempre um novo desafio. Eu diria que tenho um pouquinho em comum com cada um, mas com quem mais me identifico é o Will. Ele possui um caráter ardente e impulsivo, o que às vezes o torna vingativo, amargo, sarcástico e impossível de lidar. Mas também luta para proteger quem ama e defende seu ponto de vista apaixonadamente.
E na hora do temido bloqueio de escritor? O que te inspira para continuar a escrever?
Eu costumo ler o que já escrevi, assim posso resgatar alguma inspiração que ficou para trás. Mas é claro que a música ajuda. Criei uma playlist para escrever, então coloco as músicas para tocar, tomo um cappuccino, leio o trecho onde parei e volto a escrever. Mas alguns bloqueios são mais severos e nada ajuda. Quando isso acontece, é só tempo e um pouco de paciência mesmo...
Tem mais algum projeto em mente? Quais?
Sim, além dos próximos volumes de Cidade Fantasma, tenho mais três projetos. Mas atualmente estou focada em um, ainda não nomeado: É um romance sobrenatural, mas não contaremos com a presença de fantasma dessa vez rs. O livro conta a história de uma jovem que tem a oportunidade de realizar seu maior sonho, mas tem essa trajetória interrompida por um trágico acidente.
Qual livro você acha que todos deveriam ler algum dia? Por que?
Acho que todos deveriam ler Alice no País das Maravilhas algum dia. Tem um maravilhoso gosto de infância e nos ensina como é importante acreditar que podemos tornar tudo possível.
Que dicas você daria para os autores novatos?
Organizem-se. Se a ideia partiu de conto, de uma crônica, pegue os elementos básicos como personagens e situação, e trabalhe em cima deles. Se não conseguir criar capítulos inteiros no começo, escreva trechos e vá encaixando as peças aos poucos. E toda ideia é importante. Crie o costume de andar com um bloco de papel e caneta e anote o que vier a cabeça quando a inspiração vier. Tenham paciência, pois criar um livro é um processo longo e às vezes até um pouco trabalhoso. É preciso carinho e dedicação!
Perguntas rápidas:
Comida favorita: Hot dog.
Melhor hora para escrever: Anoitecendo.
Com música ou sem: Com, sempre! 
Maior sonho: Publicar meus livros.
Estou lendo: Paixão – Lauren Kate
Um ídolo: Gerard Way.
Uma música: Uma só? São taaantas. No momento, Nico – The Fairest Of The Seasons.

Amooooooor, foi um prazer entrevistá-la! Muitíssimo obrigada pelo carinho e atenção! Gostaria de deixar algum recado para os leitores?
Querida, o prazer foi inteiramente meu! Eu que devo lhe agradecer por todo o apoio e carinho! Desejo-lhe todo o sucesso do mundo!
Gostaria de lembrá-los que nada é impossível, que devemos lutar pelos nossos sonhos! Um grande beijo e até mais!

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